Fui demitida… e agora?

Há um ano atrás fui demitida de uma empresa corporativa de médio porte que prestava serviços à Multinacionais. Eu tinha mais de 10 anos de empresa e lá aprendi tudo que sabia na minha profissional. Com a crise no mercado nacional, fui mais um número em busca de emprego. Confesso que os primeiros meses foram os piores meses, me vi perdida, sem rumo, envergonhada e sem saber o que fazer. Chorei, fiquei muito triste, por várias vezes me senti no fundo do poço.

Mas não adianta ficar lá no fundo do poço. Não adianta ficar triste e deprimido! O melhor mesmo é encarar os fatos: Fui demitida e agora?

Não é uma situação fácil, ainda mais com um mercado com projeções tão negativas. A primeira coisa a fazer é levantar a cabeça, mesmo que seja a ação mais difícil de se fazer quando tem um peso enorme nas costas. Mas se faz necessário respirar fundo e pensar friamente e claramente: É um emprego, estou muito triste, por que precisava dele. Mas é só um emprego. Estou viva e tenho forças para lutar. Essa é a premissa. Não adianta ficar desiludido e se desesperar.

Então era hora de arregaçar as mangas: começar a organizar a minha vida a partir do: Estou desempregada… e agora?

  1. Comece organizando a sua vida financeira

Quando se demitido (CLT) sem justa causa como foi a minha condição, você tem direitos adquiridos que dão um respiro nas finanças. Não é um dinheiro que vai te tranquilizar, mas que vai te ajudar a priorizar pagamentos de dívidas e manter-se por um curto período.  Como eu disse, dependendo do tempo que você tenha ficado na empresa, talvez seja muito pouco para as suas despesas, mas é o que você tem em mãos.

Trabalhe com o que você tem certo em mãos. Por quanto tempo você consegue viver com o que você recebeu. O ideal é sempre fazermos uma reserva emergencial, para caso aconteça de ser demitido você consiga ainda manter os seus gastos por 6 meses. Mas sabemos que isso não é fácil, mas não é impossível. Faça as suas contas particulares. Pense e analise! O que pode ser cortado das suas despesas.

No meu caso: os jantares oferecidos aos amigos e familiares; as saídas de sábado a noite (restaurantes, cinema e teatro); nossas programações de viagens; as idas semanais aos salões (que passaram a ser quinzenais e hoje são mensais quando tenho algum evento especial) … foram todos cortados secamente, sem chance de retorno enquanto não voltasse a trabalhar.

A partir daí tivemos que analisar os gastos fixos da casa (saúde, financiamentos (casa e carro), água, luz, telefone, celular, tv a cabo, alimentação, transporte) tudo foi analisado em conjunto com meu marido e estudamos cada caso para analisar o que poderia ficar por conta dele, já que ele graças à Deus ainda está trabalhando. Dessa forma verifiquei quanto eu poderia gastar e por quanto tempo. Assim, mesmo que difícil, tento até hoje abaixar o padrão de gastos.

 

organizando finanças

2. Momento de Reflexão

Por que eu? Ah mais eu dei o meu sangue pela empresa? Fui demitido porque o coordenador não gostava de mim? Era fofoca demais naquele departamento, por isso eu fui a bola da vez?

A gente fica procurando respostas, não é? Mas saiba que um momento que estamos vivendo hoje, não há motivo mais forte do que a contenção de gastos. E já foi classificado com a crise dos bons profissionais na rua.

Também fiquei procurando respostas e sabe que aconteceu comigo…a cada “por que?” que eu tentava responder, mais para baixo eu ficava. Então PARÁ tudo, FOCO é o que você precisa. Vamos pensar e refletir sim, sobre o porque da minha saída. Porém, busquei em minhas reflexões, quais eram os meus pontos positivos e quais eram os meu pontos negativos. Sim, pontos negativos… o que eu ainda precisava melhorar na vida profissional e pessoal.

Analisei o meu processo de crescimento profissional. Como eu conseguir almejar cada cargo dentro da empresa. Quais foram os meus melhores resultados na empresa, e isso para mim foi fundamental. Até mesmo para ver que eu era sim uma boa profissional.

fui demitida

3. Reconfiguração no mercado de trabalho

Ainda não venho estudando sobre isso, mas estou aberta a dentro do meu perfil profissional, optar por outras áreas de atuação. E por que não? Como vemos todos os dias não está fácil se recolocar no mercado de trabalho. Então por que não reanalisar e me encaixar em outro nível de cargo. Para isso necessário estudar, fazer cursos e ingressar com força de vontade.

Aproveite o tempo disponível para fazer alguns cursos on line, que muita das vezes tem um valor bem representativo e até mesmo gratuitos que possuem uma qualidade fantástica.

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O que não pode acontecer é você ficar estagnado, parado num lugar só, pensando o que fazer da vida sem ter o seu emprego..

Digo-lhes que até hoje  um ano de busca por recolocação, ainda não consegui essa vitória, mas tenho um saldo de conhecimento muito positivo…dá desespero ver todas as suas reservas e o seu dinheiro tão suado ir todo embora com pagamentos que são necessários, mas sei que é período momentâneo e que vai passar.

Como você consegui ainda depois de um ano fora do mercado de trabalho…ter essa tranquilidade? Digo não tenho… mas isso é um papo para outro post. Vou te contar como eu me sinto de estar a 1 ano sem trabalho e o que eu faço para dar conta.

 

 

 

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